Quanto Custa uma Fertilização in Vitro – Preço do Tratamento

É um tratamento caro, mas pode ser a única alternativa para muitos casais. Veja quanto custa uma fertilização in vitro.

A fertilização in vitro é uma técnica concepcional adotada desde o final da década de 1970, quando nasceu Louise Brown, em Bristol (Inglaterra), o primeiro bebê de proveta, em 1978. Seis anos depois, em outubro de 1984, nasceu Ana Paula Bettencourt Caldeia, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, capital do Paraná.



Quanto Custa uma Fertilização in Vitro?

A fertilização in vitro custa entre R$ 10 mil e R$ 12 mil reais (estão incluídas as despesas de três tentativas de engravidar). Os custos aumentam nas tentativas posteriores. As contraindicações são as mesmas de uma gravidez tradicional: hipertensão arterial e problemas cardiovasculares graves, uma vez que estas condições podem prejudicar o desenvolvimento do feto.

Desde 2012, o SUS – Sistema Único de Saúde – destina R$ 12 milhões de reais para nove centros de saúde do país. É preciso fazer o agendamento da avaliação por telefone.

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De acordo com a Sociedade Paulista de Saúde Reprodutiva, no entanto, o serviço é insuficiente: o SUS atende 1.800 casais por ano, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde recomenda que haja oferta para 1.000 casais inférteis e a cada milhão de habitantes (a população brasileira é de 200 milhões).

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Culpa de quem?

Não se pode falar em culpa: metade dos casos decorre de problemas masculinos, e outra metade, dos femininos. Depois de uma avaliação médica, a primeira etapa de uma fertilização in vitro dura de dez a 12 dias: é a estimulação ovariana, feita em uma clínica especializada em reprodução assistida.

Antes de realizar o procedimento, os especialistas realizam uma série de testes com os prováveis pais e mães, como a presença de endometriose, uma doença caracterizada pela presença do endométrio – presença do tecido que reveste o útero – fora da cavidade uterina.

O endométrio, que se torna mais espesso durante o período pré-menstrual (em uma espécie de preparação para uma possível gestação) pode espalhar-se pela bexiga, ovários, intestinos e trompas de falópio (também conhecidas como tubas uterinas).

Outras doenças femininas comuns são os cistos ovarianos, cistos de corpo lúteo e cistos foliculares. A maior parte destes problemas ocorre justamente durante a idade fértil, entre a menarca (primeira menstruação) e a menopausa. Em todo ciclo, um folículo é gerado no local em que o óvulo normalmente se desenvolve.

Em alguns casos, o folículo não consegue se desenvolver e liberar o óvulo para a trompa. O resultado disto é o acúmulo de líquido centro do folículo. Já o cisto de corpo lúteo ocorre depois da liberação do óvulo, caso em que ocorre um pequeno acúmulo de sangue na região. Todos estes problemas provocam problemas de contracepção.

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É dos homens?

O problema também nos prováveis pais. Metade dos casos de infertilidade é devida aos homens. Um exame simples, o espermograma, pode identificar problemas de produção e motilidade dos espermatozoides. A varicocele, responsável por 40% dos casos de infertilidade masculina, consiste na dilatação dos vasos sanguíneos dos testículos, que provocam varizes na bolsa escrotal. O tratamento é cirúrgico e bem-sucedido em 80% dos casos.

O bloqueio dos dutos ejaculatórios em geral é causado por cirurgias de vasectomia, quando os homens voluntariamente se tornam estéreis (ocorre o impedimento da passagem dos espermatozoides dos escrotos para a uretra). Neste caso, ocorre a azoospermia, que é á ausência de espermatozoides no sêmen. É possível reverter a vasectomia em 70% dos casos.

A baixa concentração de espermatozoides na ejaculação (devida a causas genéticas ou ao uso de tabaco, por exemplo), a redução da motilidade das células sexuais e a falência testicular (geralmente provocada por caxumba, quimioterapia e uso de anabolizantes esteroides) são fatores que reduzem ou eliminam a presença de espermatozoides na ejaculação. Nestes casos, apenas a fertilização in vitro pode permitir uma concepção.

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Gêmeos na Fertilização in Vitro

A possibilidade de uma gravidez gemelar (em geral de irmãos fraternos – não univitelinos), em uma fertilização in vitro, chega a 36% em mulheres de até 35 anos. Entre 36 e 40 anos, a possibilidade de uma gestação de trigêmeos aumenta para até 45%.

O procedimento é simples. Os óvulos maduros são aspirados (com a paciente anestesiada) e colocados em uma placa de cultivo, junto aos espermatozoides do futuro pai.

A etapa final da fertilização in vitro dizem respeito à viabilidade dos embriões criados pelo procedimento. Se eles forem positivos, podem ser implantados no útero da futura mãe, onde, com sorte, eles se desenvolveram, tornar-se-ão fetos e poderão se transformar em bebês. É tudo uma questão de sorte, mas a gravidez natural também é.

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